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  • Sugestão de Verão: Pedro Mexia e Ricardo Araújo Pereira sobre ser um palhaço

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    [Música]
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    Olá, eu sou um Ricardo Rúges para a Eeste,
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    é o podcast de coisa que não edifica nem distrói.
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    Hoje, sobre ser um palhaço.
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    [Música]
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    Quando, na semana passada,
    [00:35:12 - 00:38:28] |
    falei do escritor brasileiro Campos de Carvalho,
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    autor do livro "O Puker Búlgaro",
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    no qual as palavras "Puker Búlgaro"
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    são o conjunto de sons que se produzem,
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    enquanto dizemos "Puker Búlgaro",
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    mais do que designarem o objeto,
    [00:55:04 - 00:57:36] |
    a que chamamos "Pukero",
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    que, no caso, é "Búlgaro".
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    Quando falei dele, dizia,
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    lembrem de outro texto do mesmo autor.
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    É uma crônica que começa deste modo.
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    Não fui clau,
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    talvez ainda ou sejam um dia, não quer tarde,
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    mas, em compensação, já passei por louco várias vezes.
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    E só dependeu de mim tornar-me num louco verdadeiro.
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    Faltau-me exatamente aquele grande coragem,
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    ou supremal dacia,
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    sem o qual não se move uma palha
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    neste mundo tão cheio de espantalhos,
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    tão pobres de palhaços.
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    Esta ideia de que a resposta ao mundo mais apropriada,
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    ou mesma única de sente,
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    é ser louco, ou palhaço,
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    ou que, para ele, acaba por ser a mesma coisa,
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    interessa-me.
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    No outro livro chamado "A Lua Venda Ásia",
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    campos de gravales criou como epígrafe
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    uma frase de Gabriel Brunet,
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    um oficial francês de Eligião extranjera,
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    mortem combate na Indochina em 1948.
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    Diz-o-se quinta.
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    Todo o homem pode desafiar a cruelidade
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    e as tupidas do universo,
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    fazendo da sua própria vida
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    um poema de incoherência e de absurdo.
    [02:38:56 - 02:41:20] |
    Na primeira parte desse livro,
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    em titulada "A Vida Sexual dos Perúx",
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    o primeiro capítulo começa assim.
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    Aos de 16 anos, matei o meu professor de lógica.
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    Envocando a legítima de feza
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    e qual de feza seria mais legítima,
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    logrei ser a pessoal vida por 5 votos contra 2,
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    e fui morar sob uma ponte do cena,
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    embora nunca tenha estado em Paris.
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    É uma frase que desafia,
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    demais do que uma maneira,
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    lógica convencional,
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    e a substitui por outra,
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    que apesar de absurda
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    tenha seu favor alguns argumentos.
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    Por exemplo,
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    gramaticalmente é impecável.
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    Ora, se gramatical turiza aquela frase,
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    com que a autoridade é que podemos dizer
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    que ela não é verdadeira.
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    Vou voltar à a crônica de que falei no início.
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    Diz-o-se,
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    quem nunca se uniu em ser louco já nasceu morto
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    e não merece nenhum milagre de reso reição.
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    Que o que chamam vida não passa de um museu de sera
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    ou então de horror.
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    Só a loucura tem o dono de nos salvar de nós mesmos
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    e sobretudo dos outros.
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    Só ela nos dá o poder de alivitação e voo
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    que tem mão os sujeitos à lei da gravidade
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    em nos roubar, roubando-se assim mesmos.
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    A loucura é o que se chama Deus o demônio,
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    estamos sob o seu gládio o tempo todo,
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    como mosques que somos,
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    ou o microbio da mosca.
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    Bem ao servado, isto disse, isto já se eu ia dizer,
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    enfim, nota-se pela qualidade da prosta.
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    Estava a dizer, bem ao servado isto,
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    de sermos mosques ou até menos o microbio da mosca.
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    Recordo que as mosques foram o tema do 6 tipis,
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    olha-se da primeira temporada deste podcast.
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    Surpreendente é que registrar a nossa insignificância,
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    para essa estar apenas ao alcance dos locos
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    ou dos palhaços, quando é tão invidente.
    [05:20:32 - 05:23:20] |
    Os outros, aqueles que campos de carvalho
    [05:23:20 - 05:28:16] |
    designa como os sujeitos à lei da gravidade,
    [05:28:16 - 05:32:32] |
    não parecem dar-se conta da sua pequeneja.
    [05:32:32 - 05:35:12] |
    Probabilmente por causa disso mesmo.
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    A lei da gravidade aqui não é apenas a que foi formulada
    [05:39:24 - 05:45:20] |
    por Isaac Newton, mas também a outra ainda mais forte.
    [05:45:20 - 05:50:08] |
    A lei da gravidade que nos impõe que sejamos graves,
    [05:50:08 - 05:53:48] |
    solenos, ser com os espectros.
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    Os locos deliram.
    [05:56:44 - 06:00:44] |
    E delirar significa, etimologicamente,
    [06:00:44 - 06:05:20] |
    sair fora do sulco do arado.
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    Ora, diverje-se do sulco do arado,
    [06:08:36 - 06:13:52] |
    talvez seja uma tarefa desintercente de um ponto de vista, digamos,
    [06:13:52 - 06:20:04] |
    mais utilitário, mas tem uma vantagem ingável.
    [06:20:04 - 06:23:40] |
    Quem diverge do sulco do arado,
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    explora um terreno novo, ao qual ninguém deu atenção.
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    Retome a crônica de campos de carvalho.
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    Profissão louco.
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    A mais bela das profissões.
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    A mais lucida no sentido de que traz a luz luciferina.
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    Aqui, es recebemos não como exercício,
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    mas como todo um exercito em marcha,
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    rompe-tregua e rompidiques.
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    No maguerra não sente a mais demoníaca, antibélica,
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    desnorte-ando o norte e o sul, o leste e o aoeste,
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    um exercito de fantasmas e, por isso, mesmo invencível.
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    Meu nome é Ligião, sou milenho e a mim mesmo me está reço.
    [07:22:24 - 07:28:24] |
    Mas, à frente, campos de carvalha crescenta.
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    O mundo é tão de cabeça para baixo.
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    Os valores de todos estão invertidos,
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    que só se ponde de pernas para o ar,
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    você consegue pisar no chão e olhar o adversário nos olhos,
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    medilo em sua insignificância.
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    Nem por outro motivo, o clown, esse colorido louco,
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    está sempre a dar cambalhotas e a olhar por entre as pernas.
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    No livro "Uncavalo Entra Num Baros",
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    criatores realita David Grossman,
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    conta a história de um juiz, que é convidado por um seu amigo de infância,
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    o humorista Dovalé, para ir ao seu espetáculo de stand up comedy.
    [08:51:24 - 08:57:16] |
    E é esse espetáculo de duas horas que assistimos ao longo do livro.
    [08:57:16 - 09:02:56] |
    A certa altura, Dovalé começa a andar no palco,
    [09:02:56 - 09:07:04] |
    apoiando-se nas mãos, fazendo o pino.
    [09:07:04 - 09:12:32] |
    Era uma habilidade que tinha começado a desenvolver ainda a criança.
    [09:12:32 - 09:18:32] |
    E é assim, de cabeça para baixo, que diz o seguinte.
    [09:18:32 - 09:22:56] |
    Pronto quer que fosse, era sempre assim que andava.
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    Para a escola, com a pasta pendurada à frente, dedos de casa, no corredor,
    [09:28:56 - 09:32:32] |
    do quarto para a cozinha, para trás e para diante,
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    melhores de vezes até ao regresso do meu pai.
    [09:36:44 - 09:40:08] |
    Não tinha quaisquer problemas de equilíbrio,
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    pelo contrário, porque pece em ti,
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    me sempre um pouco tremolo, quase a caíri, sempre cheio de medo.
    [09:48:28 - 09:53:28] |
    Havia uma espécie de simpática tradição no bar,
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    cascar no dovo.
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    Nada de muito sério, mas, talada aqui,
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    um pontapé acular, um humor nos tomago,
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    não era por uma aldade, não, apenas uma coisa técnica,
    [10:07:40 - 10:10:44] |
    como um carimbo num bliate.
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    Já que as castes no teu dovo hoje,
    [10:14:32 - 10:18:12] |
    mas quando andava com as mãos no chão, sei lá,
    [10:18:12 - 10:22:28] |
    ninguém bate num miudo que anda de pernas para o ar.
    [10:22:28 - 10:24:04] |
    É um facto.
    [10:24:04 - 10:29:48] |
    Se teder na bola, pregar uma chapada num miudo que está de pernas para o ar,
    [10:29:48 - 10:32:44] |
    como é que topas com a cara dele?
    [10:32:44 - 10:37:32] |
    Que baixas até o chão e pregas de a chapada,
    [10:37:32 - 10:40:16] |
    ou se quisés dar-lhe um pontapé.
    [10:40:16 - 10:42:16] |
    Como é que acertas?
    [10:42:16 - 10:44:56] |
    Aonde é que são os tomatos dele?
    [10:44:56 - 10:47:00] |
    Uma confusão, né?
    [10:47:00 - 10:48:56] |
    Desorienta?
    [10:48:56 - 10:52:36] |
    Se cadera até que começam a termina de dele,
    [10:52:36 - 10:57:28] |
    um miudo de pernas para o ar não é brincadeira.
    [10:57:28 - 11:00:24] |
    Fim de citação.
    [11:00:24 - 11:07:56] |
    Virar uma coisa de pernas para o ar é uma operação humorística muito produtiva.
    [11:07:56 - 11:11:44] |
    E se o mundo não se deixa virar de pernas para o ar,
    [11:11:44 - 11:15:24] |
    resta-nos a opção de fazer o pino,
    [11:15:24 - 11:17:52] |
    o que gera o mesmo efeito,
    [11:17:52 - 11:23:32] |
    e ela indice a uma estratégia defensiva e ficá-se.
    [11:23:32 - 11:29:32] |
    As pessoas costumam ter pudor ou a terra saiu de se meter com quem é,
    [11:29:32 - 11:32:32] |
    ou parece, louco.
    [11:32:32 - 11:35:12] |
    Os que se comportam desse modo,
    [11:35:12 - 11:39:08] |
    fazendo ou dizendo o contrário do que se espera,
    [11:39:08 - 11:45:56] |
    optem quase sempre uma tolerância mais ou menos ilimitada.
    [11:45:56 - 11:49:28] |
    Outras vezes é perigoso atenção.
    [11:49:28 - 11:54:00] |
    Uma pessoa que faz para a semana de 2024 anos
    [11:54:00 - 11:56:48] |
    resolveu proceder desse modo,
    [11:56:48 - 12:02:08] |
    espalhando umas ideias que virava a fonte-pernas para o ar, o senso comum.
    [12:02:08 - 12:07:12] |
    Por exemplo, ama o teu inimigo.
    [12:07:12 - 12:11:24] |
    E parece que não acabou bem.
    [12:11:24 - 12:14:08] |
    Mais sobre isso daqui a pouco.
    [12:14:08 - 12:31:32] |
    Agora eu vou falar com Pedro Mexia,
    [12:31:32 - 12:34:36] |
    Poeta e crítico litrário.
    [12:34:36 - 12:37:12] |
    Pedro, muito obrigado por ter ouvindo.
    [12:37:12 - 12:38:32] |
    Obrigado.
    [12:38:32 - 12:43:04] |
    Eu escalhar começava a perguntar o seguinte.
    [12:43:04 - 12:49:24] |
    Locos, palhaços e poetas.
    [12:49:24 - 12:53:40] |
    O que é que tem como um ciaque tem alguma coisa?
    [12:53:40 - 13:03:56] |
    Todo o que fazia o pino para retomar aquela expressão e a situação que vocês
    [13:03:56 - 13:15:20] |
    estão às avesse, mas apesar de dar uma diferença significativa entre palhaços, poetas.
    [13:15:20 - 13:24:40] |
    E o loco não me dizem que nós sabemos mais ou menos o que é um poeta.
    [13:24:40 - 13:35:00] |
    Sabemos mais ou menos o que é um palhaço e por palhaço entendas o humorista, com o diante,
    [13:35:00 - 13:37:56] |
    o bobo, etc.
    [13:37:56 - 13:41:32] |
    Mas primeiro, nós temos um peio que é um loco.
    [13:41:32 - 13:52:20] |
    Ou seja, nas diversas épocas, o entendimento que é um loco é diferente.
    [13:52:20 - 13:57:12] |
    Nós hoje temos um entendimento que é um loco diferente.
    [13:57:12 - 14:04:04] |
    Do que era antes do fucô ou antes do Freud,
    [14:04:04 - 14:16:56] |
    estudaram várias características da suposta loucura e, em alguns casos, de mistificar
    [14:16:56 - 14:21:36] |
    ou naturalizaram.
    [14:21:36 - 14:31:56] |
    E depois um poeta e um palhaço fazem coisas e fazem coisas pronógeno, madamente.
    [14:31:56 - 14:41:56] |
    Fazemos rir e vamos dizer-se genéricamente, embora a poesia não faça só isso e emociona
    [14:41:56 - 14:44:56] |
    nos por assim dizer.
    [14:44:56 - 14:49:40] |
    Não é muito claro o que é que os locos fazem pronógeno.
    [14:49:40 - 14:59:08] |
    Se sejam sabe e que nos façam rir também, mas não parece que seja a atitude mais.
    [14:59:08 - 15:08:32] |
    É, é preciso saber isso também.
    [15:08:32 - 15:24:52] |
    E acho que o que tudo disse esta relação tenta ao opino como o divergido sulco do arada,
    [15:24:52 - 15:32:32] |
    não conhecia essa, tem a ver com o facto que ela está.
    [15:32:32 - 15:38:40] |
    Se a utiliza a palavra loucura, para que veem quando tem muito diferentes.
    [15:38:40 - 15:51:48] |
    Por exemplo, de facto nós temos uma noção de que os artistas são pessoas um pouco diferentes
    [15:51:48 - 15:53:28] |
    das outras.
    [15:53:28 - 16:02:00] |
    Embora isso seja um, as vezes levada um extremo como secamente fosse reconhecida, deixou
    [16:02:00 - 16:04:28] |
    olhar para eles no dia.
    [16:04:28 - 16:10:40] |
    Coisa quase lombrosia na livre em um autor de sonetos.
    [16:10:40 - 16:18:04] |
    Não é assim que se faz, há alguns de meus poetas de século 20.
    [16:18:04 - 16:26:04] |
    Não são pessoas bastante aborrecidas, que habita muito aborrecidas ou alasstivas, ou elia,
    [16:26:04 - 16:30:16] |
    a tua própria pessoa não tem uma vida muito interessante.
    [16:30:16 - 16:31:56] |
    É que dizem-se.
    [16:31:56 - 16:45:52] |
    E portanto, e nós temos uma cada ideia do poeta, começando uma pessoa estive, embriagada, sobre
    [16:45:52 - 16:48:52] |
    fete drogas e não sei...
    [16:48:52 - 16:58:56] |
    Há muitos que correspondessem, isso e cida, há muitos que correspondessem modelo, mas
    [16:58:56 - 17:02:16] |
    não, mas nem todos.
    [17:02:16 - 17:11:32] |
    Mas, de facto, há qualquer coisa estranha, desde logo há uma coisa estranha que é, no
    [17:11:32 - 17:22:12] |
    caso dos poetas, em particular, são pessoas que usam as palavras de uma forma exita.
    [17:22:12 - 17:23:52] |
    Exato.
    [17:23:52 - 17:34:16] |
    Por exemplo, e evitam utilizar as palavras de forma de notativa.
    [17:34:16 - 17:44:48] |
    Que há uma coisa bastante estranha, porque o nosso uso da linguagem é, também, de
    [17:44:48 - 17:52:16] |
    que a linguagem comunicativa tenda a ser de notativa, porque teríamos mais dificuldade em
    [17:52:16 - 18:05:36] |
    pedir um café ou andar uma morada, um taxi, se utilizá-semos alegorias ou um táforo,
    [18:05:36 - 18:16:08] |
    tanto, temos que dizer, e essa linguagem, em geral, tem um pouco interesse para a poesia.
    [18:16:08 - 18:26:16] |
    Esto é, evidentemente, poesia em todas as épocas que utilizou a linguagem de uma forma que
    [18:26:16 - 18:34:44] |
    era considerada não poética, e, portanto, de certa forma, distramblada, desde
    [18:34:44 - 18:49:36] |
    os românticos inglês, até os autores do Urfil, a linha da TAC, era que elas eram nocos,
    [18:49:36 - 18:54:56] |
    no suborfil, disse poesia de rilhafólicos.
    [18:54:56 - 19:05:08] |
    E, portanto, essa ideia do alucura significa, não, alucura no sentido psiquiátrico, mas, no
    [19:05:08 - 19:23:44] |
    sentido de centro, poque serio, estesivo, e, depois, evidentemente, há uma série de facto
    [19:23:44 - 19:31:52] |
    biográficos que nós sabemos a boas poetas, e que, no hágamos casos, não podemos deixar
    [19:31:52 - 19:44:08] |
    de saber, isto é mesmo que caíram nos, somos confrontados com isso, que mostram que,
    [19:44:08 - 19:55:16] |
    sei lá, um caso sempre muito típico, não é possível, depois de saber, depois de saber-nos
    [19:55:16 - 20:02:24] |
    isso, não é possível deixar de saber que, assim, eu via pláfio, suicidou.
    [20:02:24 - 20:13:20] |
    E isso está, evidentemente, nos poemos, não, se queríamos lá, sem, sem, não, uma série
    [20:13:20 - 20:24:32] |
    muito engraçada, que, quando o Ian Cartes, dos dois livigantes, suicidou o Peter Hock,
    [20:24:32 - 20:37:12] |
    que o guitarrista disse, poxa, foi uma surpresa para nós, quando ele se matou, mas depois
    [20:37:12 - 20:43:44] |
    fui ver, o liqueou a atenção às letras, e ele, de facto, não estava bem.
    [20:43:44 - 20:51:00] |
    Não é, é um fantástico tipo que tu varia de vez com ele, fui ver às letras, é muito
    [20:51:00 - 20:54:04] |
    muro, que a mente não estava bem.
    [20:54:04 - 21:03:12] |
    E portanto, é isso, acho que a loucura não é uma loucura, não se partisse particularmente
    [21:03:12 - 21:13:40] |
    com a ideia do que o, do poeta, nesse patisse, né, antipatizo, da idade marginalidade,
    [21:13:40 - 21:31:44] |
    etc., da vida do poeta, aliás, o, o, o flobérdiz, e que o escritor deve ser, a borrcida e
    [21:31:44 - 21:43:20] |
    visível e orveiro na sua vida, para poder ser a salvagem e inventivo na sua obra.
    [21:43:20 - 21:57:16] |
    É uma série de pessoas que hoje a obra parece muito mais anar, que quer ir muito mais, não
    [21:57:16 - 22:08:36] |
    faltam paveres que escreveram o nível de eróticos e pornográficos, e, e, e, e, e, e, pamfleitos
    [22:08:36 - 22:19:52] |
    e violentíssimos, o nosso século de emocêdu, e, portanto, sim, são pessoas que, ó, tem
    [22:19:52 - 22:28:24] |
    uma função, há alguns dos poetas, hoje em dia, não, há noce na Inglaterra, em que é
    [22:28:24 - 22:36:24] |
    o poeta laureado, não se as vezes não é o poeta de laureados, não se está, mas, em geral,
    [22:36:24 - 22:44:40] |
    o poeta não tem uma função, mas, por exemplo, o bôbo tinha, o bôbéram era uma, era uma, era
    [22:44:40 - 22:55:52] |
    uma cita profissional, e, e os humoristas também também são, portanto, um poeta em geral,
    [22:55:52 - 23:06:44] |
    assim, pode outra coisa, qualquer, e, e, e, mas, mas não tem nada a ver que o loucura, não tem
    [23:06:44 - 23:15:48] |
    nada a ver que o loucura no sentido de, as quisofronir, as coisas do genro, as coisas
    [23:15:48 - 23:23:56] |
    em uma palavra que tem uma connotação de uma pessoa que, se distinguem das outras no
    [23:23:56 - 23:32:16] |
    seu comportamento, na sua linguagem, na sua, no pôr as coisas das avéças.
    [23:32:16 - 23:40:28] |
    Isso, eu referi a mão, a um tipo, se cadar é, um tipo de sensibilidade, pelo menos na
    [23:40:28 - 23:52:56] |
    aparência, sim, faz com que aquilo que estas três categorias de pessoas dizem ou modo
    [23:52:56 - 24:01:36] |
    como se comportam, no caso dos poetas, enfim, caso da arte, as coisas que elas dizem ou se
    [24:01:36 - 24:12:48] |
    comportam no palco, se assimilhe, algumas coisas que às vezes os locais dizem que
    [24:12:48 - 24:27:48] |
    puros também estarem a sulcar fora do, do barado, são, são, se nos apresentam como, digamos,
    [24:27:48 - 24:37:28] |
    bizarras ou assim, há uma, no início do século 20, a certa altura alguém foi, foi perguntar
    [24:37:28 - 24:46:16] |
    a três médicos, se os poetas do arfeu, aquilo que sabe a dizer há pouco, se eles eram
    [24:46:16 - 24:58:48] |
    bons da cabeça, se eram loucos, e o reaz alendo que o julio de matis respondeu os poetas
    [24:58:48 - 25:07:48] |
    do arfeu e a loucura não tem nada a ver uns com os outros, não são, o egas monístradito
    [25:07:48 - 25:16:32] |
    tanto podem ser como não ser, e o julio dentes disse que não sou, eram loucos como a expressão
    [25:16:32 - 25:30:20] |
    foi, são idaem serrar, e foi, foi, por causa disso, que surgiu manifesta dentidentes, ou seja,
    [25:30:20 - 25:40:40] |
    uma expressão sensibilidade, uma moda olhar as coisas que às vezes parece que nos loucos,
    [25:40:40 - 25:50:24] |
    evidentemente, infelizmente, é involuntário, mas que no caso do, por exemplo, no caso do humor,
    [25:50:24 - 25:57:08] |
    é uma expressão de loucura governada pela razão, uma expressão de loucura voluntária,
    [25:57:08 - 26:05:28] |
    que para obter ela está para ir para ir para ir para ir para ir lavar fora do sulco.
    [26:05:28 - 26:14:28] |
    Sendo que havia uma pessoa pelo menos um louco no sentido clínico, que era o ángelo de
    [26:14:28 - 26:23:24] |
    o lima, o ángelo de o lima era um poeta realmente, ou qualquer que louco quer dizer, como
    [26:23:24 - 26:29:24] |
    ouve alguns casos na poesia portuguesa, ou eu ando anoganzo, por exemplo, mas não são
    [26:29:24 - 26:39:16] |
    assim, se pensarmos no sentido estreita palavra, não há assim tanto, poetas loucos,
    [26:39:16 - 26:49:00] |
    pelo menos na poesia portuguesa, e mesmo na história da poesia, na iudante, na iushexper,
    [26:49:00 - 26:58:08] |
    na iudante, em um de as poetas era louco, em um sentido útil da palavra, e alguns ficaram
    [26:58:08 - 27:07:12] |
    mais conhecidos, por serem aparentemente, talvez não para os íntimos, mas para o mundo em
    [27:07:12 - 27:19:24] |
    geral, pessoas apagadas e na iudante, cavafis, etc., pessoas que não enrava por ela, pois
    [27:19:24 - 27:28:32] |
    havia sempre um pouco depois dos rambos e as pessoas que traziam, uma expressão de círcambollante,
    [27:28:32 - 27:35:24] |
    era o ángel de as próprias, uma expressão de círcambollante, e isso faz parte de um certo
    [27:35:24 - 27:46:44] |
    entendimento da poesia, sobretudo quando a poesia não quer dizer quando a poesia era importante,
    [27:46:44 - 27:57:40] |
    porque também do vídeo que tem a vida, esse momento histórico, mas hoje em dia os poetas
    [27:57:40 - 28:09:16] |
    são, vivem em nichos completamente, aquela ideia de que quem compra hoje devia ter
    [28:09:16 - 28:18:00] |
    umas outras poetas, e portanto, digamos que mesmo que montassem um círculo ninguém
    [28:18:00 - 28:29:56] |
    de círcia, embora a já tentativas de voltar a isso, por exemplo, a "Spoca no Word", etc.,
    [28:29:56 - 28:38:20] |
    não no sentido de ser senso, mas no sentido de a espeta colorização, se pensamos, por
    [28:38:20 - 28:50:00] |
    exemplo, nos poetas que tiveram muito sucesso no século 20, sucesso de vendas, que é uma coisa
    [28:50:00 - 28:57:56] |
    que os poetas, porque às vezes tem, muitos de eles eram pessoas que diziam espetacularmente
    [28:57:56 - 29:09:48] |
    bem os seus poemas, por exemplo, e às vezes até por casões estrapuéticas, por exemplo,
    [29:09:48 - 29:20:00] |
    Neruda, que tinha uma grande dimensão política ou o Dilantomas, que fez uma turplus
    [29:20:00 - 29:28:28] |
    de Estados Unidos, e quem não percebe por quê, vala o YouTube ou seu Dilantomas ou o Eurus
    [29:28:28 - 29:37:44] |
    Pamas dela, que é absolutamente magnífico, são poemas para ser em líder nervoso alta,
    [29:37:44 - 29:43:52] |
    e ele tinha um ótimo avós, ele lheu muito bem, e perguntar isso lá, mas, em geral, os
    [29:43:52 - 29:53:00] |
    poetas cada vez mais escrevem para ser lidos, em silencio, né?
    [29:53:00 - 30:02:20] |
    E há muitas pessoas dizem que, com isso, perdeu muita coisa em termos sonoros e rítmicos,
    [30:02:20 - 30:16:28] |
    e portanto há umas tentativas de prioridades, que suscitar a ideia de que os poetas são, enfim,
    [30:16:28 - 30:28:12] |
    criaturas diferentes, e até um pouco pregósas para se termos, mas já ninguém acredita
    [30:28:12 - 30:42:36] |
    muito nisso, sem pros vizos de que, como alguém disse, a relação sobre a União Soviética,
    [30:42:36 - 30:55:20] |
    que era que o Stalinismo em particular, que estavam grande de respeto às poetas, mostram
    [30:55:20 - 31:10:40] |
    grande de respeto, pelos poetas mandando assassinar, emprender, ou seja, achavam que escrever
    [31:10:40 - 31:21:40] |
    um problema era uma coisa que realmente ia para trobar as pessoas, e geral, ninguém hoje
    [31:21:40 - 31:27:12] |
    se preocuparia com um problema, imagino eu?
    [31:27:12 - 31:28:52] |
    O óssepa...
    [31:28:52 - 31:30:32] |
    Mandá-se, estamos?
    [31:30:32 - 31:37:12] |
    Não, não, não teria ir para a Siberia hoje, hoje...
    [31:37:12 - 31:42:16] |
    Não, ninguém, ninguém, ninguém olhe a blog de eu.
    [31:42:16 - 31:43:56] |
    Exatamente.
    [31:43:56 - 31:52:40] |
    Aqui, mas aquilo que seja pouco, sobre o modo como os poetas se prima, ou seja, é a ideia
    [31:52:40 - 31:58:04] |
    de não usar as palavras, de notativamente.
    [31:58:04 - 32:07:44] |
    Quando a gente olha para um problema e vê, quer o ponto de vista da forma, os versos,
    [32:07:44 - 32:15:56] |
    modo como ele são, como se quebram, tudo aquilo está organizado de uma forma que não
    [32:15:56 - 32:18:28] |
    é a forma habitual.
    [32:18:28 - 32:21:52] |
    Justamente às vezes ficasse a sensação de...
    [32:21:52 - 32:23:32] |
    A gente se...
    [32:23:32 - 32:29:32] |
    O leitor pergunta, de onde é que isto vem, no sentido que...
    [32:29:32 - 32:35:48] |
    No sentido em que não parece vir do sitio em que vem as palavras que eu estou a
    [32:35:48 - 32:46:04] |
    proforir agora, vem de um raciocínio, vem de uma forma de raciocinar, que não é aquela
    [32:46:04 - 32:49:24] |
    que estou a exercer agora.
    [32:49:24 - 32:56:08] |
    Mas também se pensamos nisso, pelo menos desde o modernismo, isso também é verdade para
    [32:56:08 - 32:57:48] |
    a prosa.
    [32:57:48 - 33:03:24] |
    Há muitos livros de prosa que também não se parecem com...
    [33:03:24 - 33:07:32] |
    Vamos, vamos, porque o padrão da língua...
    [33:07:32 - 33:12:20] |
    Tê uma não é um padrão, porque é uma coisa...
    [33:12:20 - 33:20:12] |
    Não está estilobrado, mas vamos, porque o padrão da língua seja uma notícia de jornal.
    [33:20:12 - 33:21:52] |
    É...
    [33:21:52 - 33:29:56] |
    Uma página do lices não é parecida com uma notícia de jornal, mesmo que a mancha gráfica
    [33:29:56 - 33:42:04] |
    possa ser, por exemplo, escrever livros, muitos altos que faz isso, tomar-se barato, por
    [33:42:04 - 33:44:20] |
    exemplo, que não faz para graças.
    [33:44:20 - 33:50:40] |
    Tem um livro de 200 páginas com um parágrafo único.
    [33:50:40 - 33:57:36] |
    E, se, evidentemente, existe uma técnica muito grande, porque tem que...
    [33:57:36 - 34:00:04] |
    Ou não usar pontuação.
    [34:00:04 - 34:13:24] |
    Ou não usar pontuação não tem mérito em si...
    [34:13:24 - 34:17:04] |
    Já foi feito, primeiro já foi feito.
    [34:17:04 - 34:22:28] |
    E depois, porque nenhum livro ganho é o perde com isso.
    [34:22:28 - 34:33:20] |
    O que faz é que quem decide por esse caminho tem que estar à altura de fazer isso, porque
    [34:33:20 - 34:36:40] |
    não é ilogível.
    [34:36:40 - 34:43:08] |
    Um texto não tem, um texto sem pontuação pode ser perfeitamente ilogível.
    [34:43:08 - 34:44:48] |
    Sim.
    [34:44:48 - 34:52:36] |
    O poemas sem pontuação pode ser perfeitamente ilogível, mas tem é que se ter, é que se controlar
    [34:52:36 - 35:02:36] |
    bem, digamos, o instrumento que, neste caso, ao verso.
    [35:02:36 - 35:14:32] |
    Isso troça este livro sobre a loucura de Olderlin, uma das hipígras que chamam a frase do
    [35:14:32 - 35:26:12] |
    Robert Valser, em que ele diz, aos 40 anos, o Olderlin achou a conselhável e do cada
    [35:26:12 - 35:32:12] |
    até, em louquecer, a tradução Ita, a das manuelo, é...
    [35:32:12 - 35:33:52] |
    Sim, é.
    [35:33:52 - 35:35:32] |
    Para a razão, né?
    [35:35:32 - 35:37:12] |
    Sim, sensado.
    [35:37:12 - 35:42:08] |
    Sim, sensado, tem para dar a razão, exatamente.
    [35:42:08 - 35:48:36] |
    O Olderlin é o caso, interessante, porque é, de facto, dos grandes poetas do canal
    [35:48:36 - 35:53:48] |
    ocidental, um poeta aqui no seu mesmo.
    [35:53:48 - 35:59:40] |
    É que o Valser faz parecer, como se fosse uma coisa voluntária.
    [35:59:40 - 36:03:48] |
    Sim, mas eu já vou ir também.
    [36:03:48 - 36:13:04] |
    Ou seja, o Olderlin é o que seu mesmo, no sentido de que...
    [36:13:04 - 36:25:00] |
    Dajo de conhecer as pessoas, eu estevo numa torre, enfim, confiado pela família, etc.,
    [36:25:00 - 36:46:12] |
    durante 36 anos, a...
    [36:46:12 - 36:59:20] |
    As crianças às vezes dizem bastante lucidos sobre as ficções sociais, etc., a assinar
    [36:59:20 - 37:10:32] |
    os poemas com outros nomes, no meu adhamento, o nome italiano, se carda a Nelly.
    [37:10:32 - 37:21:12] |
    A apresentava todos os chinais da loucura, um visitante que uma das pessoas que eu vai visitar
    [37:21:12 - 37:32:20] |
    disse que o comprimento ao quando ele quando chegou e quando se te pediu a reação do
    [37:32:20 - 37:36:48] |
    Olderlin foi comprimentado outra vez como se ele tivesse a chegar.
    [37:36:48 - 37:47:04] |
    Portanto, não conseguia distinguir a te pedida da recessão.
    [37:47:04 - 37:52:04] |
    E, portanto, depois de várias pessoas disse, era um foi.
    [37:52:04 - 38:00:44] |
    Mas ele fala como uma criança, não conhece as pessoas, mas está lucido.
    [38:00:44 - 38:13:52] |
    O que parece estranho e não podemos deixar de pensar que em um loqueceram de maneiras
    [38:13:52 - 38:22:56] |
    diferentes e em circunstias diferentes, o Olderlin e Unitsha.
    [38:22:56 - 38:31:36] |
    Dois genios absolutos da cultura, neste caso...
    [38:31:36 - 38:46:08] |
    Ele é um hidfacto, ambos tinham, se você pode dizer assim, não se enlouquece aquela
    [38:46:08 - 38:53:08] |
    frase do Herbert, se eu quiser se enlouquecia.
    [38:53:08 - 39:04:36] |
    Não se pode dizer que eles não se enlouqueceram de propósito, mas ambos tinham boas razões
    [39:04:36 - 39:06:16] |
    para enlouquecer.
    [39:06:16 - 39:13:28] |
    Por exemplo, o Olderlin achava que os deuses gregos andavam entre nós.
    [39:13:28 - 39:25:04] |
    Não, literalmente, mas tinha uma visão do amor que até para a altura era um carinho
    [39:25:04 - 39:26:44] |
    exclusivo.
    [39:26:44 - 39:30:20] |
    Para hoje parece totalmente lunática.
    [39:30:20 - 39:43:20] |
    É importante ir evidente que viver naquele registro, naquela espécie de intensidade,
    [39:43:20 - 39:53:20] |
    em que cria ver os deuses por todo lado, em que cria uma comunhão connatureza que,
    [39:53:20 - 40:07:04] |
    ao longo do século XIX, vai desaparecendo e que cria um, como lhes muito poetas da
    [40:07:04 - 40:15:24] |
    presidio ocidental, construir toda uma mitologia amorosa às vezes basear em quase nada.
    [40:15:24 - 40:28:36] |
    Uma das coisas que é muito interessante no cano no poético ocidental é que nem é Laura,
    [40:28:36 - 40:39:04] |
    Nebiatriz, dos poetas italianos, tiveram com a quais peste de relação com o Dentro
    [40:39:04 - 40:52:08] |
    de ocupatrar que eram pessoas que eles ouviram na missa, na rua e pode dizer, não é muito
    [40:52:08 - 40:59:44] |
    prometedor que as grandes figuras amorosas, são pessoas que se viram, que se viram na rua,
    [40:59:44 - 41:01:24] |
    não é?
    [41:01:24 - 41:10:24] |
    Quer dizer, há uns nios que fazem isso, mas tem gabardines e há ganas de jardim.
    [41:10:24 - 41:22:32] |
    E portanto, num certo sentido percebe si o Units, por exemplo, que cria a Fictamera Poeta,
    [41:22:32 - 41:26:48] |
    também escrevia Poesia, mas a Poesia não é muito interessante.
    [41:26:48 - 41:41:08] |
    Mas o Units, seu propósito de filo usófico era justamente por tudo pernas polar, os
    [41:41:08 - 41:44:08] |
    valores pernas polar.
    [41:44:08 - 41:58:16] |
    Assim, por exemplo, Units, a Deus que não há verdade, entre todas as coisas que têm
    [41:58:16 - 42:07:00] |
    sido usadas contra o cristianismo, algumas delas muito convencentes, como críticas, o
    [42:07:00 - 42:20:52] |
    Units escolhe, como a coisa pior da cristianismo, a piedade, a compaixão, ele diz, seu rível,
    [42:20:52 - 42:36:40] |
    ele está como um soldado morto, andado com as coças, e mesmo até o presidente da seção
    [42:36:40 - 42:41:00] |
    republicana, a cidade, pensará, não é?
    [42:41:00 - 42:42:40] |
    Que be able.
    [42:42:40 - 42:54:20] |
    A necessário de ser bom, pode ser tudo uma patrânea, mas para ocupar-se com os outros,
    [42:54:20 - 43:05:04] |
    Units diz, não, uma religião de escravos e mulheres, tanto de fracos, era o que eu queria
    [43:05:04 - 43:06:44] |
    dizer com isso.
    [43:06:44 - 43:17:32] |
    Quando nós hoje, provavelmente, podemos dizer que, impeditemente da nossa relação com o cristianismo,
    [43:17:32 - 43:31:52] |
    o acento ar dos fracos, se quisermos chamando de explorados, dos sufordores, etcétera,
    [43:31:52 - 43:40:12] |
    é uma das coisas mais aplativas da mensagem, da mensagem e vangelica.
    [43:40:12 - 43:48:32] |
    E por exemplo, eram duas pessoas que fizeram uma aposta muito alta, quer dizer, não era uma
    [43:48:32 - 44:03:08] |
    aposta no sentido que não fizeram ludicamente, mas, certa forma, o mundo, certa forma, o mundo
    [44:03:08 - 44:11:52] |
    não estava, não podia dar a resposta que eu precisava, Units, por exemplo, até as de
    [44:11:52 - 44:32:08] |
    que não foi a saída.
    [44:32:08 - 44:44:20] |
    Já isso nota uma espécie de bizarria quando Units escreve, por estítulos dos capítulos, porque
    [44:44:20 - 44:47:56] |
    escreve tão bem, etcétera.
    [44:47:56 - 44:59:00] |
    É o quando diz, "A Bíblia atrasida pelo Lutero é o melhor alemão que já escreveu, superior
    [44:59:00 - 45:02:20] |
    até o meu alemão".
    [45:02:20 - 45:17:16] |
    Já não são coisas muito normais para dizer, mas, de facto, uma das razões daquela que nós
    [45:17:16 - 45:30:16] |
    podemos chamar a loucura e daquela que podemos chamar uma visão poética da vida, é que
    [45:30:16 - 45:40:12] |
    provavelmente o mundo não está pelos ajustes, não é provável que o mundo valide uma visão
    [45:40:12 - 45:43:32] |
    poética da vida.
    [45:43:32 - 45:57:40] |
    Mas não é provável, e portanto, quanto mais e no caso do Units, nós vamos ser uma visão
    [45:57:40 - 46:05:44] |
    poética, no caso do Units é claramente, é que ela que se chama o idealismo, que é
    [46:05:44 - 46:19:08] |
    no sentido como um que é no sentido filosófico, faz um atrito muito grande no choco de
    [46:19:08 - 46:30:24] |
    avia e com as coisas que está algo como ela ação, as pessoas acreditam que há uma relação
    [46:30:24 - 46:45:04] |
    entre a poesia e a realidade, porque nós hámos uma expressão um pouco vaga e não é certo
    [46:45:04 - 46:49:16] |
    que haja, não é?
    [46:49:16 - 47:01:16] |
    Nós como vemos, ou para centrar sobretudo nessa reação que é a comissão, nós como vemos
    [47:01:16 - 47:10:24] |
    como podemos, como eleja de uma piada, pelo sitio onde está a palavra, por ser um dever
    [47:10:24 - 47:19:28] |
    do modo, por rirmar, ou seja, por um som ser parecido com o outro, o facto que nós temos
    [47:19:28 - 47:30:08] |
    uma... Por exemplo, o facto que nós nos como vemos por um som ser parecido com o outro,
    [47:30:08 - 47:36:44] |
    mostra que isso tem muita ver com a cultura, mas tem pouco a ver com a realidade, porque
    [47:36:44 - 47:42:24] |
    já as coisas na realidade não riem, não é?
    [47:42:24 - 47:50:20] |
    Não tem, não... E, portanto, eu acho que, na algumas loucuras, evidentemente loucuras
    [47:50:20 - 48:02:36] |
    de outra natureza, reativas ou compatulogias diferentes, mas não é... acho que não é por
    [48:02:36 - 48:11:40] |
    caso que algumas das pessoas que ele ouqueceram no sentido clínico, nitsha garras, só
    [48:11:40 - 48:25:20] |
    cavala chorar, enturim, etc... são pessoas que, de certa forma, poetas ou não pediram
    [48:25:20 - 48:34:32] |
    do mundo, ou propuseram a mundo, coisa que o mundo não estava disposto a dar-lhe, ou que
    [48:34:32 - 48:38:52] |
    viram nunca eles podiam dar.
    [48:38:52 - 48:43:28] |
    Tu querias ler um cheiro?
    [48:43:28 - 48:53:36] |
    Não, não vale a pena muito ler, porque já... Fostos... É sob esse visitante, esse visitante
    [48:53:36 - 49:03:52] |
    é um... é um... penso com o padre, ou um teólogo, o católico vai visitar o ralder lindo,
    [49:03:52 - 49:17:16] |
    a melhor que vai visitar a torre, e... e a passagem é um pouco longa para aprender, mas
    [49:17:16 - 49:28:00] |
    ele vê uma pessoa a aproximar-se, eu sepan que ele o conhecia, pelo menos, conhecia o...
    [49:28:00 - 49:38:16] |
    sabia... reconhecia o fisicamente, e então a descrição é muito interessante porque é uma
    [49:38:16 - 49:50:20] |
    descrição do... vê alguém chegar em um loco, ele discreve, porque é aquilo, é um loco,
    [49:50:20 - 50:01:36] |
    e depois ele aparece, e ele diz... e ele discreve o que é um poeta, e depois é o ralder lindo.
    [50:01:36 - 50:10:36] |
    Ou seja, mas, peste continuidade não é um... quer dizer, é um choc, quando ele percebe
    [50:10:36 - 50:23:00] |
    quem é, mas é como se a reação que alguém tem, todos nós temos, se ouvimos uma pessoa,
    [50:23:00 - 50:37:12] |
    por exemplo, para falar sozinha na rua, etc. Mas a ideia, provavelmente nós não olhamos
    [50:37:12 - 50:46:20] |
    para um escritor, do que nós gostemos, não poeta mesmo, da mesma maneira que olhamos
    [50:46:20 - 50:53:48] |
    para uma pessoa falar sozinha na rua, mas aqui parece que é a mesma coisa, que é... quem
    [50:53:48 - 51:05:00] |
    será esta pessoa diferente das outras, e depois quando ele percebe que o loco e o poeta são
    [51:05:00 - 51:19:08] |
    a mesma pessoa, e é o ralder lindo, ele fica... é uma transição muito interessante da ideia
    [51:19:08 - 51:38:44] |
    do que o poeta é uma pessoa especial, e de facto o prigo para mim é que... por outros amantes,
    [51:38:44 - 51:47:48] |
    eu sou muito utilizada, agora é que se tem daí essencializar o poeta, ou o poeta pode ser
    [51:47:48 - 52:04:40] |
    uma pessoa aborrecidíssima, e não ter nada especial. O Wallace Stevens foi visser presidente
    [52:04:40 - 52:15:48] |
    de uma companhia de seguros, nunca foi lá nenhum, andou uma vez apancada com o ralder
    [52:15:48 - 52:26:44] |
    lê, não, isso seria mais com o Hemingway, e o Hemingway estendeu imediatamente no chão, com
    [52:26:44 - 52:42:04] |
    o muro, e portanto ninguém de sua antorrage sabia que ela era poeta, porque ele não queria que
    [52:42:04 - 52:55:16] |
    soubesse, pois ganhou púlides, arífico mais difíciles de quando é, e portanto, apuetas,
    [52:55:16 - 53:03:56] |
    assim como a poemas para todos os gostos e de todas as, com todos os entendimentos,
    [53:03:56 - 53:17:44] |
    talvez a última, o último movimento, os membros de assim, de espetacularização da poesia,
    [53:17:44 - 53:31:28] |
    não o último, mas o último com alguma repercussão internacional, foram os poetas de
    [53:31:28 - 53:46:32] |
    beat americano, onde a poesia era muito espetacular, com o acompanhamento musical, se ao visto com
    [53:46:32 - 53:59:52] |
    os guines, os poemas, todos os petáculos, lá na uma do país, e de cantos.
    [54:36:32 - 55:04:52] |
    E, bom, e há aquelas coisas que são sempre contadas de pessoas que andam um pouco no mundo
    [55:04:52 - 55:18:24] |
    do lú, um episódio que migraça, está a bar de conta, de andar com a mãe na rua, e a mãe
    [55:18:24 - 55:27:56] |
    de uma deus da mão, e estava a pensar num poema, provavelmente, e não nem deu, tinha perdido,
    [55:27:56 - 55:35:28] |
    ele conta isso, não levando da mal, tanto quanto eu me lembro, mas pelo contrário dizendo,
    [55:35:28 - 55:45:12] |
    pronto ela estava lá, mas de cá, estava no certo sentido, a transição do Raul D'Orleno,
    [55:45:12 - 55:57:32] |
    é uma transição quase de esquizeros, de outra coisa que eu acho muito bem, de dator do
    [55:57:32 - 56:12:00] |
    marfim para uma torre de pedra, ou seja, ele vivia num mundo que não insisteia bem, e acaba nos últimos
    [56:12:00 - 56:22:20] |
    30-30 anos da sua vida, foi o estado do mundo, fechado no motor, fechado no propriamente, mas
    [56:22:20 - 56:35:44] |
    estava lá, e portanto, é mais em isso, mas é evidentemente que, por qualquer definição do poesia
    [56:35:44 - 56:51:36] |
    de poeta, há 3 exemplos que prova um exato muito contrário, pois ia o dadaísmo, coisa do
    [56:51:36 - 56:58:44] |
    gênero, não trocará ver com o romantismo, certamente, etc.
    [56:58:44 - 57:07:44] |
    Muitas, há muitas escritas automáticas, não tem nada a ver com o escritar um soneto, não
    [57:07:44 - 57:16:44] |
    escritar um soneto em escritas automáticas, portanto eu não gosto muito da ideia, que é muito
    [57:16:44 - 57:27:04] |
    difícil, eu percebo ainda que os poetas são todos nos rambos, e não sei o que é mais, até porque
    [57:27:04 - 57:34:40] |
    realmente as pessoas que acham que são rambos, não já, não têm nos a seis anos, é uma coisa
    [57:34:40 - 57:48:00] |
    me chata, a mente tem 38, e é um car de serro, eu já tenho umas entradas e tal, e não dá muito
    [57:48:00 - 58:02:28] |
    mais chinhas são pessoas estranhas, mas também se pode dizer isso, uma das escritões mais
    [58:02:28 - 58:19:28] |
    que eu liso sobre um louco, que não era louco no sentido clínico, foi a descrição numa biografia,
    [58:19:28 - 58:30:08] |
    feita pelos amigos e, por conhecidos, numa biografia do Peter Sellers, e a gente escreviou
    [58:30:08 - 58:45:08] |
    como uma pessoa que não tinha uma personalidade, e que isso era excelente, como artista, como artista,
    [58:45:08 - 58:51:32] |
    mas era muito inquietante, sim, cerca de uma liona e que dessa maneira, né?
    [58:51:32 - 58:58:20] |
    É muito inquietante para as pessoas que estavam com ele, porque as pessoas não sabiam, digamos
    [58:58:20 - 59:05:36] |
    onde aquele estava, o que é que ele pensava, o que é que ele sentia, ele digamos que fazia
    [59:05:36 - 59:18:32] |
    uma espécie de vaziamente quase budista, agora, isso, que é excelente para ele fazer, por
    [59:18:32 - 59:29:32] |
    exemplo, várias personagens não filmam como no outro ser em amor, deve ser um bocado difícil
    [59:29:32 - 59:31:48] |
    de viver assim, né?
    [59:31:48 - 59:39:12] |
    Viver como uma pessoa, diz a "né, bem bipolar", é uma coisa doutra na natureza, não em
    [59:39:12 - 59:47:52] |
    consigo perceber bem o conceito de uma pessoa sem personalidade, mas é essa expressão,
    [59:47:52 - 59:56:24] |
    que as pessoas que o conheceram de um dião, mas o que é que ele pensava, não sei
    [59:56:24 - 60:04:32] |
    o que que ele pensava sobre nada, nem de quem é que ele gostava, era totalmente opaco.
    [60:04:32 - 60:12:52] |
    E na próxima, provavelmente também, nomeam-me o senhor, diz a isso, mas provavelmente
    [60:12:52 - 60:20:32] |
    também uma pessoa que poderia perder uma piada também.
    [60:20:32 - 60:35:52] |
    Eu me xia, mais uma vez, muito obrigado por ter vindo, estou a prestando aqui, gerou em mim um...
    [60:35:52 - 60:42:52] |
    porque não é esta de natureza sexual, é feliz.
    [60:42:52 - 60:48:52] |
    Ou a trafama que os poetos estáis.
    [60:48:52 - 60:55:00] |
    Fui o décimo episódio da segunda temporada de coisa que não edifica nem distrói, um podcast
    [60:55:00 - 61:01:56] |
    original da sílca, com o sonoplastia da João Martins, música da Rodrigo Leão e capa
    [61:01:56 - 61:08:52] |
    de Vera Tavars, coordenação da Joana Blesa, direção da Daniel Oliveira.
    [61:08:52 - 61:15:24] |
    Eu sou Ricardo Ruz, pra ele e enjaneiro, no último episódio da temporada, vou falar
    [61:15:24 - 61:28:32] |
    com 7 convidados no futebol de podcasts do Espresso.
    [61:28:32 - 61:34:32] |
    Quem tiver interesse na bibliografia deste tido, outros episódios podem encontrar lá no site
    [61:34:32 - 61:36:12] |
    da sílca ou do Espresso.

     

     

    Transcrições dos episódios do podcast Governo Sombra

    Feitos com uma mistura de Rust, whisper.cpp, e amor.

    Uma estupidez por Duarte O.Carmo

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