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  • Livros da semana: Adília, heróis, Nobel e Andreia

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    Na Toyota, declaramos otimistas em relação à manhã, porque sabemos que já os estamos a construir.
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    São projetos como um Toyota Marvel, que já plantou mais de 200 mil árvores a florestas portuguesas,
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    ou a iniciativa, um Toyota una missão, que apoia instituições de solidariedade social,
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    que nos mantenha em movimento para chegarmos onde queremos, mais além.
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    Conheça os projetos Toyota que estão a fazer mover o mundo em Toyota.pt.
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    Vamos aos livros. O melhor desta vez o que eu trago é uma revista,
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    mas uma revista com o corpo de livro, são perto de 250 páginas,
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    é a revista relâmpago, a revista de poesia, da fundação Luis Miguel Nava,
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    que agora chega ao número 43, já está no vejésimo no ano de vida,
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    este número dirigido por Mariano Tonelli-Vere e Rosa Olivera é verdade, são irmãs, são ambas Olivera.
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    Este número é todo o erro dedicado a Delia Lopes, a poetiza, ela gostava de ser chamada a cria,
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    ser chamada Poetiza e não Poeta. Ao contrário de Sofia, por exemplo,
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    que preferia a designação de Poeta, este número é dedicado a Delia Lopes,
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    que morreu há cerca de dois anos, no final de 2024,
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    reuni-se aqui poemas, destemunhos e anseios, tudo inédito.
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    A revista convido vários poetas a escrever a partir de Delia Lopes,
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    vários anunciaram três ou quatro poemas e acabaram por mandar mais de uma desana.
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    Do lado do anseio, o homem barrento descreve o método poético de Delia Lopes
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    com duas palavras que deseja dizer-lo ver rehabilitadas. Terrorista e anatômico.
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    Terrorista, porque saqueia a tradição às claras sem complexos,
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    é anatômico porque corta transplenta e de capita versus alheios até os tornários seus.
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    O poeta Luis Flipparrado, que foi editor da Delia Lopes aos 19 anos,
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    abre o seu texto com uma frase que a própria Delia Lopes me disse
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    numa entrevista que fiz nos jardins do Rubenken há mais de 20 anos.
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    Eu leve a minha poesia muito a sério, para mim é uma questão de vida ou de morte.
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    Este número da relâmpago é a prova de que a poesia da Delia Lopes continua a viva e fiscunda.
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    Os homenoltavares, traz mitos e iroes.
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    Sim, sim. E como digui a Ricardo Gosperega, esse insignin de electópolpico tuís,
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    é que está um acontecimento editorial.
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    E que eu descobre de forma bastante surpreendente não livrega gay,
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    e de repente quando vou ver a data, isso dizia mais de 2025.
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    Portanto, aparentemente a edição já tem mais de um ano.
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    Eu não me tinha percebido dela e nem se que havia apropiamente muita abordada.
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    Mas este livro é de facto um clássico, o Eroid Milfass,
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    pois há aqui um subtítulo bastante comprido, mas que explica o conteúdo do livro.
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    É a importância dos mitos e a jornada do Eroid desde a antigüidade até os tempos modernos.
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    E é da altura de Joseph Campel, é um livro de 1949 e um livro muito erudito.
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    E é o que Campel faz aqui, é desenvolver a chamada "Tiugia do Monomito",
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    que é o lento para todas as chivalizações, todas as culturas,
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    encontrar aquilo que é uma estrutura comum.
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    É isso que é o monomito, que é o Eroi, que sai da sua casa,
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    que vença uma batalha decisiva, que depois regressa transformado.
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    E portanto, ele dá muitos exemplos, como em diversas culturas,
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    essa mitologia em caixa nessa estrutura, chamada "A Jornada do Eroid".
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    E este livro também ficou muito famoso, porque é um senhor que o leu na década distenta,
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    com lápis atrás da Orelha, e depois a tomar todos os apontamentos íticos,
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    no caderninho, e que chamas George Lucas, e que considera este livro absolutamente essencial
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    para que o desenho da saga da guerra destino.
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    -Tanto Luke Skywalker sai daí. - Luke Skywalker sai daí.
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    -Com uma passagem pelo liço do joiso. -Exato.
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    -Que é um Eroi um pouco atípico. -O Pedro Mexí,
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    celebra a atribuição do Nobel. -Siciu estas vezes?
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    -Ah, o Nobel vai sempre... -Vai sempre, vai sempre para as criatores conhecidos
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    e que não para este. Este é noé absurdo dizer com qualquer uma dessas coisas,
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    em Carsten, tem uma... que é canadiana, tem uma obra muito interessante na maneira
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    como cruza o gênero, ou seja, escreve em saíos em verso,
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    tem poemas que são verdaderamente ensaísticos, tem ditações sobre a cultura clássica
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    e depois páginas confissionais. E tem, ao mesmo dia, muito hírdido e muito divertida,
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    tem várias pessoas muito divertidas, e foi nos últimos anos que queria também deixar essa nota,
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    foi uma aposta de uma pequena editora, porque as anão edições,
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    que publicou cinco livros da... da... da... da... de Carsten.
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    E também é curioso que hoje seja umas pequenas editoras e não as grandes a fazer este trabalho,
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    além de ter sido publicado por uma outra editora a decisões de tente este livro que se chama
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    "Ero Zamarguido", que é um ensaio fundador da obra dela, onde ela explica que parece que já os antigos sabiam
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    que o desejo é muito, muito bom e muito, muito mau.
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    O Ricardo Raúx, para ele, traxe uma poetiza em prosa.
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    Exatamente. E é assim como, por exemplo, às vezes, o Manel Antonio Pina,
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    parecia ser jornalista quando estava a escrever poemas e parecia ser poeta,
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    quando estava a escrever crônica, jornalista que eu também, Andrei a Sephoria,
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    permanece poeta quando está a escrever...
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    E já agora está representada, tendem bem, nesta relâmpago?
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    Não só está representada nesta relâmpago, como... Andrei a Sephoria disse Carlos Vazmar,
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    que às vezes, enquanto muito longe a longe, um milagre, aconteceu com a prosa, andrei a Sephoria.
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    Está aqui. Isso é todo uma ganhada da revista.
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    É todo uma ganhada da revista, é todo do...
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    Não sabia o que estava aí.
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    Eu estou querendo que os fates um dos outros.
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    E o que é que parece essa observação de caos Vazmar?
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    Parece mais lenta, até porque reparem neste, por exemplo, como se fosse assim.
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    Lino Jornal uma reportagem em que alguém explicava todos os dias
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    o texto que deixamos no Google, no Facebook, no link de dino no Twitter,
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    nas mais variadas aplicações digitais, é transformado por algoritmos perditivos
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    e calculos matemáticos num texto sombra.
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    Testeu isso aqui que não temos acesso.
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    Dados milhões de dados depois vendidos e comprados,
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    fiquei a pensar na ideia de um texto sombra.
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    A mais poética que me era dado em muito tempo.
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    Desculpe em ler tão depressa, mas é que os meus companheiros deixam 30 segundos
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    para falar dos livros.
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    Deixem-me o que é que vai ficar os nossos espetadores.
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    Há um poema de edelilópis que citas João Miguel Tavares.
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    Sério?
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    E depois de falo seu?
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    É o olhar, eu vou ficar os nossos filhos.
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    Estamos com a posto tudo numa elegância ferida de Andréa a Separia,
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    assim se conclui.
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    Mais uma reunião humanal de hoje de dia, há mesmo horas,
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    os mesmos de sempre, pedermixias João Miguel Tavares e Ricardo Oroh,
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    às teorias que sentar que esse queiga a uma ciente sem perder o velho notícia.
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    É tão merda.
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    É uma missão de poslota.
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    É uma missão de poslota.
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    Sim.
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    [Música]

     

     

    Transcrições dos episódios do podcast Governo Sombra

    Feitos com uma mistura de Rust, whisper.cpp, e amor.

    Uma estupidez por Duarte O.Carmo

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